domingo, 28 de julho de 2013

Oficina Teatro de Rua

Faz parte do processo de montagem do espetáculo, uma Oficina de Teatro de Rua.
Esta oficina é ministrada por Reveraldo Joaquim do Grupo Cirquinho do Revirado.
Pudemos encher  nossas caraminholas de ideias. A Oficina foi inspiradora.
A primeira parte da oficina foi aberta ao público e tivemos ao todo 13 participantes.
Foram três dias de muitos jogos e exercícios físicos. Haja corpo e fôlego!
A Oficina desenvolveu muito a percepção de grupo e possibilitou uma liberdade corpórea.
O desejo de estar na rua era intenso e experimentamos este sabor no terceiro dia de oficina.
Queríamos o público e o público nos queria.
Foram intervenções na rua com base em textos, partituras e jogos experimentados na oficina.
Tudo muito intenso e muito transgressor.

A Oficina seguiu, depois dos três primeiros encontros, com os integrantes da Cia. Avenida. Acompanhados pelos olhares da direção de Laércio Amaral e assistência de Jô Fornari. Que agora especificamente trabalham ainda mais a fisicalidade, a expressividade, a ação.
O porte de "atleta" como diz nosso diretor Laércio.
Uma manhã que nos levou à exaustão. Foram diversos exercícios, aquecimentos e explosões. Cada movimento muito bem trabalhado. Movimentos e ações interessantes surgiram.
Por fim, era muita energia rolando e criamos uma breve música.

Fizemos ainda, no período vespertino, uma oficina sobre perna de pau. Muito bem equipados e cuidados por Reveraldo Joaquim, pudemos experimentar essa outra forma de estar na rua. Os olhares eram muitos e tinha até quem parasse para saber mais. A experiência foi nas alturas.

Algumas fotos desse trabalho cansativo, delicioso e energizante.

Oficina - Etapa Sala de Trabalho










Oficina - Etapa Rua










Oficina - Etapa com Cia. Avenida Lamparina  (Pernas de Pau)





















E até nossa assistente é andante...






segunda-feira, 22 de julho de 2013

Acessando seu Pirata interior

Depois de muitas horas de trabalho na busca do nosso lado mais pirata, potencializando dentro de nós o que esse personagem tem de melhor... ou seria o que esse personagem tem de pior!  Fomos para nossa primeira saída, nas ruas movimentadas de um sábado em Itajaí:





terça-feira, 2 de julho de 2013

Processo: Corpo e objeto

Dando continuidade ao processo de montagem, nos reunimos em Itajaí para mexer o esqueleto e explorar as possibilidades do corpo e do objeto com base nas lendas e nas histórias piratas. Construímos cenas, personagens e situações. Emergiram de nossa imaginação personagens piratas bizarros com um corpo e uma personalidade distinta, começa a surgir um esboço da peça, tirando do fundo dos nossos mares esses piratas adormecidos em nosso inconsciente.
Transgredir é a palavra de ordem, tanto para o ator, quanto para o pirata.

Descobrimos que precisamos transgredir nosso corpo, mente e transgredir o objeto para dar os primeiros passos para um trabalho artístico.


Pesquisas e descobertas: Lendas


Horripilantes, mágicas, surpreendentes, vorazes, lúdicas são as lendas do mar, e foi em busca dessas lendas que iniciamos uma pesquisa com foco nas grandes histórias marítimas. Foi necessário mergulhar na pesquisa para encontrar nossas lendas, nossos tesouros.

Faz parte do nosso processo de pesquisa, descobrir tudo o que se relaciona com piratas, e nesse sentido pesquisamos não só a vida deles, mas também todas as lendas que envolvem o mar.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O começo de tudo

E quem disse que não da trabalho virar um Pirata!
Os Lamparinos estão se reunindo periodicamente com a Cia Andante para receber dicas de direção e mostrar os resultados dos exercícios feitos internamente.

No primeiro encontro dia 01 de Junho, toda equipe do projeto se reuniu para discutir os detalhes da nova montagem, como o processo de criação das caixinhas, figurinos e o que se pretende na intervenção externa.



Também estão sendo trabalhados exercícios corporais, e em particular um exercício mental muito rico guiado pelo “Capitão” Laércio que consiste em imaginar-se dentro um navio, assim fazendo emergir cenas interessantes do fundo da imaginação de cada ator.

E o processo segue, com muitas descobertas e navegações.

Pesquisas e descobertas

Na fase inicial da montagem, o grupo mergulhou no universo Pirata para aprofundar seu conhecimento sobre o tema, buscando pesquisar em Filmes como A Ilha do Tesouro, Os Piratas, Piratas Pirados, Os Piratas do Caribe, e o documentário True Caribbean Pirates, além de outros muitos livros como:

 



Contos de Piratas Corsários e Bandidos(tradução Mustafa Yazbek)














PIRATAS: uma história geral dos roubos e crimes de piratas famosos. - Cap. Charles Johnson.









Viajando pela fascinante história dos Piratas, o grupo descobriu coisas interessantíssimas como a existência de algumas mulheres Piratas, duas delas conhecidas como as mais destemidas: Mary Read e Anne Bonny descritas no livro do Cap. Charles Johnson, o livro mais completo sobre Piratas famosos, que mostra como a história dos Piratas se mistura com as guerras antigas.
A intenção do grupo era trabalhar com um pirata de época e região diferente do já habitual Piratas do Caribe, porém a maioria dos Piratas na era de ouro (1717-1724) se refugiavam nas Ilhas do Caribe para esconder seus tesouros, pois elas eram desertas, e também porque seus navios eram menores que os navios oficiais, conseguindo se preciso fugir nas águas rasas que contornavam as ilhas.
São dezenas as histórias que ficam na memória, cultivando uma paixão e admiração pela figura desse anti-herói, o Pirata.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Histórico


No ano de 2012 os integrantes da Cia participaram de um Curso de Teatro Lambe-lambe que culminou em uma Mostra na cidade de Brusque. Como resultado, foram montadas diferentes caixas utilizando-se apenas objetos na manipulação. 

Na oportunidade surgiu a ideia de transformar as caixas em baús e elas foram apresentadas dizendo-se que os objetos tinham pertencido, na verdade, a piratas que vinham de cidade em cidade para contar suas histórias. 

As caixas desenvolvidas para a Mostra em Brusque renderam algumas apresentações, contudo, percebia-se que era necessário fazer um melhor estudo, reestruturação da ideia inicial  e mais, uma nova construção. 

Assim, as caixas e a temática de piratas e baús, serviram como mote para estruturação de uma nova montagem: “Baús do Tesouro”.

A intenção neste segundo momento, é desenvolver um trabalho de maior aprofundamento na linguagem lambe-lambe e construir novos mini espetáculos. Também será focado na intervenção artística na rua, tendo em vista que a questão dos piratas parece solicitar uma atenção maior, servindo como instrumento para o teatro na rua.